Transposição das águas do São Francisco – Um erro imperdoável!

 

Transposição das águas do São Francisco!
Um erro imperdoável!

                    O governo petista na gestão Lula/Dilma enganou a população nordestina. Muitos técnicos foram contra a transposição das águas do “Velho Chico” para irrigar uma região de 390 municípios, com uma população estimada de 12 milhões de habitantes e com um custo final totalizando R$20 bilhões. Apesar da obra estar quase terminada, depois de 12 anos, as perspectivas de sucesso são inviáveis. Foi uma obra de engenharia de conotação mais política do que hídrica, para resolver o problema da seca no Nordeste, incentivar a irrigação e cultivo, além de promover bem-estar social e manter o homem no campo. Técnicos da área de hidrologia já há muito, alertavam que a transposição as águas do Velho Chico poderiam trazer consequências de proporções desastrosas.
O Rio São Francisco não irá suportar uma retirada de água, no volume pretendido – 50 a 60 metros cúbicos por segundo -, sem que haja consequências negativas na geração de energia elétrica no complexo de Paulo Afonso. O Rio São Francisco, que teve prioridade inicial de geração e irrigação, corre inteiramente no semiárido sobre uma geologia cristalina, na qual seus afluentes têm caráter temporário. Este aspecto, por resultar numa constante diminuição de sua vazão ao longo do tempo, obrigou a CHESF a construir a represa de Sobradinho para manter a sua vazão em patamares seguros ao processo de geração. Ocorre que a represa de Sobradinho tem operado em regimes críticos desde janeiro de 1998, ano que ela apresentou um volume útil de geração de apenas 13%, e mesmo com o bom inverno dos últimos dois anos, sua capacidade está em torno de 45%. Tudo leva a crer que teremos que ter alguns invernos regulares para que o rio volte a correr no seu leito como antes de ser represado. Não vamos ter água suficiente para gerar energia elétrica, irrigar e abastecer as cidades.
Se o problema é levar água ao Nordeste, por que não se pensar na integração das bacias Tocantins/São Francisco, tema que foi ventilado muito tempo e não levado em consideração. Estudos revelam que o custo para esta operação, segundo informações seguras de técnicos da CHESF, é da ordem US$ 116 milhões, em detrimento dos US$ 1,01 bilhões que é o verdadeiro custo da Transposição do Rio São Francisco. É uma alternativa que não deverá ser descartada num futuro mais promissor.
Mesmo com essa enganação política com obras milagrosas, o povo nordestino continua no atraso mental, com despolitização total, elegendo elementos políticos ligados ao atraso e a incompetência. Mas, aos pouquinhos, vai aprendendo as lições do dia-a-dia. Quando as alternativas políticas resultam em aperto monetário, e esta, fatalmente, será uma delas, a população costuma escolher aquela mais simples e consistente técnica e financeiramente. Outras eleições estão por vir, desta maneira, aconselhamos ao povo nordestino a saber escolher candidatos probos e realmente ligados ao desenvolvimento da região. A transposição do rio São Francisco está na berlinda por culpa exclusiva de governantes irresponsáveis, incompetentes e sem planejamento.

 

 

Josias Cavalcante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *