Piano – O aristocrata da música

Piano – O aristocrata da música 

                      A origem do piano está situada em meados da Idade Média. No fim do século XV surgiu na Itália, o cravo, instrumento de cordas ponteadas e teclado, usada em toda a Europa até o final do século XVII, que juntamente com o órgão, tornou-se o instrumento que mais contribuiu para a evolução das formas musicais da época. Ao contrário do cravo que pode ser considerado seu avô, no piano as cordas são percutidas mediante um mecanismo de martelos. O primeiro instrumento com essas características, foi feito em Florença – Itália, em 1709, por Bartolomeu Cristofori, um italiano nascido em Pádua. Bartolomeu, fabricante de cravos, foi morar em Florença, e lá fez o seu primeiro projeto de um cravo modificado. O novo instrumento foi denominado “clavicembalo con piano e forte”, expressão que em português se traduziria por “cravo com piano e forte”, logo simplificada para “pianoforte” dado possibilitar a execução de sons pianos (fracos) e sons fortes. Por este motivo na Itália, o piano é chamado pianoforte. Em 1726, Gottfried Silbeman, um alemão construtor de instrumentos musicais, copiou a ideia de Bartolomeu e introduziu algumas modificações. Johannes Zumpe seu aluno, fez os primeiros pianos retangulares em sua fábrica em Londres.
Apesar de possuir um desses instrumentos “modernos”, Johann Sebastian Bach sempre preferiu compor para cravo e órgão. Anos depois Mozart compôs trios, quartetos e, principalmente, sonatas para piano. O “Corpus” das 32 sonatas para piano de Beethoven parece marcar o ponto culminante da literatura para esse instrumento, Chopin obteria depois a máxima sonoridade do piano em mazurcas, baladas, valsas, e em suas famosas polonaises. Franz Liszt foi quem criou, em meados do século XIX, o conceito moderno do recital de piano”.
Existem três tipos de piano: o vertical ou de estudo, no qual as cordas são perpendiculares ao teclado; o piano de cauda, que é utilizado em concertos; e o de meia cauda, uma versão menor que o de longa cauda. Todos têm uma estrutura comum, no entanto as variações de forma e tamanho influenciam na sonoridade
Salvo raras exceções, todos os grandes compositores escreveram para piano a partir do último terço do século XVIII. E desde Joseph Haydn a literatura para esse fabuloso instrumento se tornou um dos pilares da música ocidental.

Aqui selecionei cinco dos maiores compositores e suas obras para piano:

1. Ludwig van Beethoven – o gênio alemão foi um compositor do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). Obra escolhida “Quarta Sonata para Piano em Mi Maior” ( Postar)

 

2. Wolfgang Amadeus Mozart – o gênio austríaco, talvez tenha sido o mais prolífico e influente compositor do período clássico. Obra escolhida “Uma Pequena Serenata Noturna” – Eine kleine Nachtmusik, ( Postar)

 

3. Frédéric François Chopin, ou simplesmente Chopin, como era conhecido foi um pianista e compositor polonês da era romântica radicado na França. Amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Obra escolhida “Tristesse – Op No. 3” (Postar)

 

4. Johann Sebastian Bach foi um compositor alemão, cravista, organista e violinista da era clássica. Apesar de possuir um piano, suas obras foram compostas em cravo e órgão. Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou lendária, sendo considerado o maior virtuoso de sua geração e um especialista na construção de órgãos. Obra escolhida “Cravo Bem Temperado” – The Well Tempered Clavier.

 

5. Franz Liszt foi um compositor, pianista, e maestro húngaro. Liszt ganhou fama na Europa durante o início do século XIX por sua habilidade como pianista virtuoso. Foi citado por seus contemporâneos como o pianista mais avançado de sua época, e em 1840 ele foi considerado por alguns como, o maior pianista de todos os tempos. Obra escolhida “Rapsódia Húngara No 2” – Hungarian Rhapsody No.2 in C sharp minor. 

 

Josias Cavalcante.

 

One thought on “Piano – O aristocrata da música

  1. O piano é um dos responsáveis pela polifonia na música erudita, agregando sons múltiplos, em contraste com a música homofônica. Em razão disso, o piano implementa a música contrapontística, isto é, a execução de duas ou mais linhas melódicas. Bach, Mozart e Beethoven utilizaram muito esse recurso, dando uma beleza sonora ás composições de forma muito genial.
    Interessante e muito pertinente o artigo. As músicas acostadas são de um fascínio e um virtuosíssimo geniais que não há palavras adequadas que os traduzam. Viva, pois, a música erudita. Essa que acalma e infinita a vida, como um lenitivo sem igual.

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